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Case VHA

Case VHA - MedModel

MedModel prova ser uma ferramente dinâmica para redesenho cirúrgico.

por Steve Denney – VHA

"... simulação dinâmica, através dos MedModel, é uma solução para tomada de decisão que pdoe aperfeiçoar os projetos e aumentar a compreensão da relação dinâmica entre os vários processos que competem, além de ser uma poderosa ferramenta que racionaliza os custos."

Sobre a empresa

A empresa 'VHA Performance Consulting' vem utilizando o MedModel por mais de quatro anos. Todo este tempo, seus analistas usaram o MedModel para avaliar os processos operacionais assim como para questões relativas a capacidades e quadro de funcionários. Uma das principais aplicações ocorreu no redesenho de centros cirúrgicos. Trabalhar com gerentes experientes, equipes cirúrgicas, e arquitetos pode ser tarefa um tanto desafiadora, mas o MedModel tem provado por si só que é uma ferramenta instrumental nos processos decisórios dentro dos esforços de redesenho.

Este artigo visa dar subsídios quanto aos requisitos no uso de simulação dinâmica enquanto ferramenta decisória, tendo em vista alguns aspectos acerca da aplicação do MedModel nos processos, além de descrever um exemplo de um modelo de capacidade para um projeto de redesenho do setor cirúrgico. Antes de embarcar na simulação dinâmica dos processos cirúrgicos, você deve definir alguns fatores específicos que influenciarão no seu modelo. Um fator é determinar se o projeto visa uma área de cirurgia ambulatorial (Day Clinic) ou um setor de internação tradicional. – poderia também ser uma combinação destes em certos hospitais. Isto influencia o nível de detalhe necessário na modelagem. O projeto visa a modificação de uma instalação existente ou uma nova edificação? Uma nova edificação pode também vir a incorporar novos processos do fluxo de pacientes que devem ser avaliados, enquanto que uma modificação na instalação existente pode simplesmente expandir ou estender procedimentos já existentes e acarretar em mudanças secundárias no fluxo dos processo.

A direção do hospital está prevendo mudanças no volume de pacientes ou nos tipos de pacientes ? Isto afetará em como você modelará os padrões de chegada de pacientes nas salas. De forma análoga, se as instalações estão mudando seus serviços prestados, isto impactará na alocação de áreas para procedimentos específicos.

Existem várias perguntas específicas que devem ser respondidas quando aplicamos simulação dinâmica no redesenho cirúrgico:

As salas Pré e Pós-operatórias disponíveis são suficientes? – algumas salas podem ter uma utilização composta. A quantidade de salas cirúrgicas é suficiente para o volume demandado pelos pacientes? – você precisa saber se as salas são reservadas para procedimentos específicos tais como 'Open Heart', cirurgia ortopédica, ou geral.Você precisa modelar a capacidade da área de teste pré-admissão? – qual é a proximidade destas áreas com os laboratórios e o setor de Radiologia. Que mudanças em volume e mix de pacientes devem ser avaliadas? – isto irá impactar na quantidade de salas cirúrgicas assim como no momento em que os serviços cirúrgicos estarão disponíveis. Dispõe-se de equipamentos especializados requeridos em salas específicas? – isto pode limitar o uso de certas salas. Você precisa modelar setores de serviços auxiliares como: Laboratório, Radiologia, e Farmácia? – estes afetam o escopo do projeto.

Quando você estiver envolvido em qualquer tipo de simulação dinâmica, você precisa contar com o apoio da alta gerência. Isto inclui o envolvimento da direção do hospital. Você precisa também ter relações com o arquiteto responsável, de forma a poder solucionar rapidamente certos assuntos com ele. Além disso, o arquiteto é uma fonte excelente para informações acerca de estudos de capacidade que ele já tenha feito. Não há necessidade de se reinventar a roda quando dados iniciais já estiverem disponíveis desde o princípio.

Os projetos de setores cirúrgicos normalmente incluirão um Comitê formal de Projeto, responsável por supervisionar o andamento do mesmo. Esteja preparado para fazer apresentações a este comitê, contendo suas análises e recomendações. Um ponto de contato com o pessoal do nível operacional também é essencial para obter suporte total acerca de suas análises. O pessoal operacional será a fonte principal de dados relativos aos fluxos dos pacientes, assim como de como os setores operam ou deveriam operar. Este pessoal inclui as enfermeiras, anestesiologistas e cirurgiões. O nível da simulação que você irá gerar é ditado pelo escopo do projeto – trata-se de uma questão estritamente relacionada a capacidade ou seu cliente também está querendo investigar questões relacionadas aos recursos humanos? Os modelos de capacidade cirúrgica exigem pelo menos cinco grupos específicos de dados. Qual é o fluxo e o mix de pacientes projetado? – você deve ter o volume e os tipos de procedimento. Quais são os tempos de procedimento por categoria de paciente ? uma variação dos tempos para cada procedimento deve ser disponibilizada.

Como é o layout do setor? – informação necessária para o 'pano de fundo' do projeto. Quais são as restrições quanto ao uso de salas específicas? – transplantes de coração, procedimentos especiais, etc ? Como são programadas as salas ? uma consideração fundamental no planejamento de setores cirúrgicos. A programação do fluxo de pacientes é a questão chave no tocante à utilização das salas cirúrgicas. Você precisa estar apto a reproduzir o padrão de chegadas atual ou projetado dos pacientes. Isto pode ser realizado usando um arquivo de chegadas. Aproveite o menu de 'lógica na chegada' disponível no arquivo editável de chegadas, ou adote uma coluna para atribuição de atributos nos arquivos externos. Lá você precisará especificar um atributo que represente a sala cirúrgica designada para cada paciente, como também a duração prevista para se realizar o procedimento específico (Cirurgia ortopédica, geral, etc.). Use um atributo como a Que Sala Cirúrgica para especificar onde a cirurgia será realizada. No roteamento que parte do Pré-Operatório, você lista o destino como sendo Loc (aQue_Sala_Cirúrgica). Pode ser útil utilizar-se uma planilha eletrônica para se acompanhar a programação diária do centro cirúrgico. Um exemplo de programação é mostrada a seguir.

Exemplo de Programação de um Centro Cirúrgico

Os modelos de capacidade podem trazer resultados que não apenas melhorarão o fluxo dos processos, como também contribuem para uma significativa economia nos custos de instalações. Por exemplo: os resultados de um projeto evitaram a construção de uma área de espera que não era adequada para comportar o fluxo de pacientes. Outros benefícios incluíram a melhor utilização de salas de recuperação que puderam ser usadas para ambas as fases 1 e 2 de recuperação. Determinou-se também a capacidade adequada existente para o uso dual de um número limitado de quartos de recuperação para fase 2 tanto para pré quanto como para pós-operatório. Deste modo, menos quartos foram necessários para atender à demanda projetada, em relação ao pressentimento inicial. A simulação dinâmica é um registro eletrônico da evolução de um projeto. Um projeto avaliou uma sistemática inicial e, mais tarde, conforme a sistemática era modificada, a simulação era facilmente alterada a fim de se testar o novo projeto. O modelo revisado alterou o fluxo de processo para testar as capacidades das áreas de espera, pré e pós operatório, além do impacto advindo da alocação de novas salas cirúrgicas. Percebi também que a simulação dinâmica pode ser uma ferramenta para obter-se o consenso sobre uma edificação entre a administração do hospital e o arquiteto hospitalar. A simulação pode ser usada para validar a capacidade de uma nova instalação contendo várias composições e quantidades de pacientes segundo as projeções da instituição. Finalmente, percebi que existe uma forte correlação entre os estudos do arquiteto e os resultados da simulação, com a simulação dinâmica fornecendo informações quanto aos efeitos da sinergia no fluxo de pacientes. Simulação dinâmica, usando MedModel, é uma ferramenta de decisão que pode melhorar o esforço de projeto, aumentar a compreensão da relação dinâmica em meio aos vários processos que competem entre si, e é uma ferramenta para a redução de custo.